CONHECIMENTO

Como trabalhar a Diferenciação de uma marca?

A Globalização e os fenômenos sociais intensificados pelo uso da tecnologia favorecem a era da comunicação, fortalecendo a disseminação de informações, estímulos e marketing. Os pontos positivos são inúmeros: a troca e distribuição de dados, a interação entre culturas, o estímulo à busca por informações e a expansão do conhecimento crítico coletivo são apenas alguns deles.

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Entretanto, o excesso informacional tem se mostrado prejudicial à capacidade de absorção mental – à minha, à sua e inclusive à de seu cliente. O que ocorre é que os dados são tantos, e passam tão rapidamente, que nosso cérebro não acompanha o processo com totalidade. E em um cenário que lota a mente do consumidor com informações, como ser notado?

Apesar da cultura competitiva de mercado – aquela que prega que a disputa pelo mesmo posto é efetiva –, concentrar-se no próprio diferencial é fator fundamental (e verdadeiramente efetivo) de destaque. Bater de frente é exaustivo em todos os âmbitos: financeiros, publicitários e comunicacionais. Existem técnicas diferentes (e mais inteligentes) para contornar esse tipo de situação.

A diferenciação não somente participa do processo de posicionamento, como faz-se fundamental na construção comunicacional da marca para com o público. Na era da comunicação supersaturada, o consumidor deixa de consumir produtos: mais do que nunca, consumimos significados. Entre inúmeras opções, é possível que apostemos naquelas que supram lacunas afetivas e emocionais.


Conheça na prática um case de sucesso:

A marca de caramelos “Milk Duds” é um exemplo real de crescimento econômico embasado na diferenciação: conhecido como um “doce de cinema” por ser consumido por adolescentes durante sessões de cinema, a Milk Duds tinha como pretensão ampliar seu público, abrangendo crianças. Levando em consideração a concorrência (caramelos em grandes barras) e seus pontos fracos (a baixa durabilidade), a Milk Duds investiu em seu ponto forte: o consumo lento. Por ser distribuído em pequenos cubos, o doce era consumido lentamente, dando a impressão de durabilidade e aproveitamento. Neste caso, a marca apoiou-se na imagem do caramelo – delicioso, adocicado e cremoso – acrescentando uma qualidade particular (a da durabilidade). O feito resultou na abrangência de um público maior, além do crescimento de vendas.

Uma mente abarrotada não possui espaço (nem tempo) para o implante de novas imagens. Apegue-se a problemas que já existem – e, principalmente, resolva-os. Os pontos fracos da concorrência combinados às dores do cliente são a receita perfeita para um posicionamento diferenciado de sucesso.

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