CONHECIMENTO

Por Lucas Cruz | Diretor-sócio da Doss

Tudo mudou. 2020 trouxe um caminhão de mudanças que atropelou rotinas e impactou a vida ao redor do mundo. Algumas forçadas pela propagação do Coronavírus, já outras, provocadas pelo isolamento social. 

Em tempos de pandemia, o consumo de conteúdo online – essenciais ou não – teve um impacto enorme do mercado da publicidade. Isso exigiu das marcas e -, dos negócios por consequência -, uma nova visão de como se comportar no ambiente digital.

Até num primeiro momento, a expectativa das pessoas era em relação às ações de  um posicionamento de marcas no combate à Covid-19. Num segundo momento, a busca intensa por informação foi maior, seguido da busca por conteúdos de entretenimento e a distração dos consumidores. Agora, mais adaptados, caminhamos para uma volta lenta à normalidade.

Aliás, essa dinâmica foi totalmente perceptível na oferta de campanhas cada vez mais adaptadas ao novo normal. Flexibilização de pagamentos, promoções, abertura de créditos, incentivo ao uso de máscara, cuidados, higienização…

“essa dinâmica foi totalmente perceptível na oferta de campanhas cada vez mais adaptadas ao novo normal”.

Nesse contexto, dados do Ibope apontam que por conta da pandemia, as pessoas passaram a consumir mais conteúdo televisivo. Para se ter uma ideia, o número de televisores ligados chegou a +17% na média diária em todo Brasil, quanto no tempo dedicado à atividade, que agora chega à 7h32 min diários, um crescimento de 20%.

O perfil do público também mudou. A quantidade de espectadores entre 12 e 17 anos, registrou um crescimento de 21%, e entre pessoas de 35 a 49 anos, o aumento chegou a 22%.

Houve, ainda, um incremento de audiência nas diferentes classes sociais, sendo de 26% na classe AB; 16%, na classe C; e 8%, na classe D. Público que se destaca, ainda, pela grande confiança depositada nos canais de TV aberta e por assinatura.

E o digital arrastou a TV

É dentro deste contexto que a  propaganda possui um papel fundamental no desenvolvimento de veículos de comunicação, em especial os de produção em massa, como rádios, jornais e televisão.

Com o novo normal, vieram os novos desafios de se mostrar competitivos, fortes, atuantes e sólidos diante de um digital cada vez mais estratégico. Por muito tempo, a TV tem corrido atrás do digital para conseguir se comunicar de forma mais assertiva e adaptada.

A lógica de comercialização publicitária na TV é, deveras diferente. Há décadas, a média de audiência de determinado programa é parâmetro para o valor de inserção de mídia em seus intervalos comerciais. Mas, essa lógica teve um revés com o Grupo Globo.

Inevitavelmente que, com o digital cada vez mais estratégico, nichado e comunicando para públicos específicos e a oferta de publicidade substancialmente mais barata, arrastou a TV.

“com o digital cada vez mais estratégico, nichado e comunicando para públicos específicos e a oferta de publicidade substancialmente mais barata, arrastou a TV”

Tanto é que a Globo começa a oferecer agora no mercado publicitário uma solução que obedece à precificação e mensuração do ambiente digital.

Através do Globo Impacto, o cliente vai poder segmentar a sua campanha e acompanhar através do dashboard – em tempo real – o desempenho dos anúncios veiculados.

Por enquanto, os testes realizados envolvem a grade de programação da manhã, tarde e madrugada na TV aberta. Nesses períodos, a inserção da publicidade é feita de acordo com a variação do comportamento do público-alvo do anunciante, mensurado sempre em tempo real.

Se você ainda acha que o digital não faz sentido para a sua empresa, talvez esteja na hora de você fazer como o Grupo Globo: rever o seu modelo de negócio. Caso precise daquela mãozinha para organizar o seu digital, converse com a gente!

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